Entrada seta Mais notícias seta A Lopesco vai demitir 113 trabalhadores e encerrar atividades em Araguari
A Lopesco vai demitir 113 trabalhadores e encerrar atividades em Araguari versão para impressão enviar por e-mail
29-Jul-2010

Em janeiro empresa tinha 350 empregados – Ficarão somente onze para funções de manutenção e guarda

 

Depois de intervenções do Prefeito Marcos Coelho, do Vice Juberson e da Presidente da Câmara Eunice Mendes, ficou marcada audiência para hoje do Prefeito Marcos Coelho com a Juíza do Trabalho de Araguari e com o Procurador do Ministério Público do Trabalho, Ofício de Uberlândia

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 Reportagem do CORREIO presenciou trabalhadores chorando devido à perda do emprego

 

A Lopesco Indústria de Subprodutos Animais Ltda vai paralisar suas atividades em Araguari amanhã, sexta-feira, 30, demitindo 113 de seus trabalhadores, devendo permanecer somente 11 empregados para fazer a manutenção e guarda das instalações. Em janeiro último a empresa tinha 350 empregados, mas vem num processo contínuo de diminuição de suas atividades e demissão de seus empregados.


Segundo o Gerente Geral da Lopesco em Araguari, Manuel Fernandes Moreira, a empresa solicita permanentes elaborações de laudos por seus próprios técnicos, bem como se submete a constantes fiscalizações do Ministério do Trabalho, sempre atendendo fielmente às respectivas orientações e notificações, cumprindo todas as exigências sanitárias e de segurança do trabalho que lhe são feitas, mas, no entanto, sempre surgem novas exigências, numa verdadeira ciranda sem fim, impossível de ser atendida. Manuel Fernandes citou, como exemplo, a paralisação de todas as atividades da indústria em certa ocasião por causa de uma só porta que os fiscais entenderam que estava irregular.


Segundo o Gerente local da Lopesco, mesmo que se atenda a todas as exigências e recomendações da fiscalização do trabalho, sempre que se efetiva uma demissão de empregado, a mesma é levada à Justiça do Trabalho, que não acolhe as providências tomadas pela empresa em atenção a seus profissionais de segurança do trabalho, bem com às notificações e recomendações da fiscalização do Ministério do Trabalho, o que a empresa considera de excessivo rigor, a tal ponto de inviabilizar seu funcionamento. Manuel Fernandes Moreira disse ainda que a Juíza da Vara do Trabalho de Araguari já foi à própria indústria fazer inspeção in loco, sempre adotando posições mais rigorosas que todos os demais agentes de fiscalização de normas regulamentadoras do trabalho. O Gerente esclareceu que há diferenças de opiniões entre as próprias autoridades que lidam com fiscalização do trabalho, tornando-se impossível atender a todos.


O Ministério Público do Trabalho quer que a Lopesco firme um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), mas a direção da empresa preferiu antecipar o fechamento da indústria, pois já não acredita que chegará a bom termo, depois de cumprir tantas exigências, que acabam não sendo aceitas por uma ou outra instituição ligada à fiscalização do trabalho e são sempre seguidas de outras novas exigências a não ter mais fim. Manuel Fernandes ressaltou que em Araguari a indústria local está em perfeita conformidade com a legislação ambiental e respectiva fiscalização, mas não tem logrado êxito no trato com a fiscalização do trabalho. 


O Ministério Público do Trabalho, em Uberlândia, designou audiência para o próximo dia 18 de agosto, quando se espera seja encontrada solução para que a empresa possa retomar suas atividades e recontratar seus empregados.


O Prefeito Marcos Coelho, o Vice-Prefeito Juberson dos Santos Melo e a Presidente da Câmara Eunice Mendes estiveram na sede da empresa em Araguari intercedendo em favor da manutenção dos empregos e das atividades da empresa. Por fim, foi agendada uma audiência do Prefeito Marcos Coelho com a Dra. Zaida José dos Santos, Juíza do Trabalho em Araguari, que se realizará na manhã de hoje, bem como com o Dr. Eliaquim Queiróz Procurador do Ministério Público do Trabalho, Ofício de Uberlândia, para a tarde de hoje, ambas para tentar encontrar solução para o grave problema social em que se transformou a questão, pois já desempregou centenas de trabalhadores em Araguari, podendo desempregar mais ainda.


LOPESCO: a empresa tem oito unidades industriais no País, processando tripas para serem utilizadas no revestimento de lingüiças, fornecendo o produto para grandes fábricas do País, como Sadia, Perdigão, Aurora etc. Utiliza matéria prima fornecida pelo Frigorífico Mataboi e outros frigoríficos de diversas regiões do País. Com o fechamento da unidade de Araguari, a empresa certamente vai deslocar a produção local para outras de suas unidades industriais, onde tem condições mais favoráveis ao desenvolvimento de suas atividades. A matriz da empresa fica em Carapicuíba-SP. Em Araguari é sucessora da antiga Tripan.

 
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